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	<title>Irmãs Klink &#187; Jurumirim</title>
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		<title>Jurumirim</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2016 20:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tamara Klink]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>
		<category><![CDATA[Jurumirim]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Tamara Éramos duas. Marininha e eu, sentadas no convés do Paratii2 com as pernas penduradas pra fora, olhando, ancoradas, a baía do Jurumirim. Naquela mesma baía, muitas vezes assisti meu pai indo ou vindo de algum lugar feito de história malucas, animais estranhos e quase-desastres. Era um dia de sol. E, não sei por [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="p1" style="text-align: right;"><span class="s1">- Tamara</span></p>
<p class="p1">Éramos duas. Marininha e eu, sentadas no convés do Paratii2 com as pernas penduradas pra fora, olhando, ancoradas, a baía do Jurumirim.</p>
<p class="p1"><span class="s1">Naquela mesma baía, muitas vezes assisti meu pai indo ou vindo de algum lugar feito de história malucas, animais estranhos e quase-desastres.</span><span id="more-4754"></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Era um dia de sol. E, não sei por que motivo, não aceitaram ao nosso insistente pedido de carona até a praia. Nossas perninhas balançavam em cima do bote de borracha amarelo, indo e vindo com a ondulação da água.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Na época, com 9 e 11 anos, eu e minha irmã brincávamos de tentar ligar o bote. A partida era dada puxando uma corda, e sofríamos contra os 50 cavalos que se uniam contra duas meninas num cabo de guerra quase desleal.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Não tinha ninguém olhando. <i>Flupt flupt</i> entramos as duas no botinho, soltamos os cabos e dei a partida. Nada. Ela tentou também, sem sucesso. Pegamos os remos e começamos a travessia. Mais ou menos no meio do caminho eu fui tentar de novo&#8230; e foi! Acelerei, comemorando nossa enfim liberdade! Demos uma volta, saindo da baía com velocidade o suficiente para planar.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O vento nos cabelos, o barulho do acelerador, o mesmo bote que usamos em tantos desembarques no gelo. Sem adultos, sem restrições, sem documento, aquele momento podia ter durado pra sempre não fosse o repentino vôo de dois pequenos corpos pro chão, um súbito silêncio no motor e a certeza de que estávamos encrencadas.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Não me lembro o que se sucedeu. Imagino que escutamos um sermão, nos sentimos culpadas pela hélice entortada e agradecemos à sorte de não ter problemas maiores.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Mas o que poderia ter sido um trauma tornou-se a certeza de que, mesmo pequenas, temos força e inteligência o suficiente para ir atrás do que queremos, quando queremos.</span></p>
<p class="p1"><div class="flexslider" style="width:930px; height:524px; "><ul class="slides"><li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/DSC00654-930x524.jpg" alt="" /></li>
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</ul></div></p>
<p class="p1"><a href="http://www.irmasklink.com.br/categorias/diario-de-bordo/" class="submit submitTheme" title="VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS">VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS</a></p>
<p class="p1">
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