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	<title>Irmãs Klink &#187; Bateira</title>
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		<title>São Francisco do Sul</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2016 15:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tamara Klink]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canal do Varadouro]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[Bateira]]></category>
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		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
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		<description><![CDATA[- Tamara Eucaliptos, araucárias, ingás, coqueiros e, por fim, pisamos na restinga, descalças. Dobramos a barra da calça e entramos no mar de São Francisco do Sul (SC). Fomos para ver o Museu Nacional do Mar. Em uma crise de gestão, o museu anda hoje escondido, mas guarda uma das mais importantes coleções de embarcações [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="p1" style="text-align: right;"><span class="s1">- Tamara</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Eucaliptos, araucárias, ingás, coqueiros e, por fim, pisamos na restinga, descalças. Dobramos a barra da calça e entramos no mar de São Francisco do Sul (SC).</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Fomos para ver o Museu Nacional do Mar. Em uma crise de gestão, o museu anda hoje escondido, mas guarda uma das mais importantes coleções de embarcações tradicionais do mundo. Um pouco triste ver, coberto de pó, um conjunto de obras lindíssimo, produzido por gente que dedica a vida à arte de fazer canoas.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Estava de baixo da poeira o maior aprendizado da viagem.</span></p>
<p class="p1"><span id="more-4782"></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Ficamos hospedados na casa de amigos de Joinville. O Rogério nos levou pra passear pela Baía da Babitonga. Quase um Vigílio que Dante inventou pra conhecer as esferas da vida após a morte, ele nos mostrou o que conhece e sabe do lugar onde mora, enquanto passemos por lá. Navegamos em canais pouco conhecidos, procuramos guarás, acompanhamos bateiras de pesca, tomamos banho de mar; em todos os lugares, alguém conhecia nosso condutor, em todos os lugares, sofríamos de dor na barriga de tanto rir das histórias dele. “Estar aqui é como estar no Paraíso”, achei que o Rogério falava da paisagem, era bonita mesmo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Fui com o primo dele pescar camarão. Jogamos a rede na água e, em pouco, tempo senti as puxadinhas dos crustáceos. Ao subir a rede, me assustei com o bagre que veio junto, e corri pra devolvê-lo vivo. Passamos perto de barcos pesqueiros maiores; todas as proporções da nossa bateira eram multiplicadas: ao invés de braços humanos, duas hastes de 5m saiam do barco perpendicularmente, e estendiam a enorme rede na água com a ajuda de peças de chumbo. Ao invés de pequenos peixes pegos por engano, os barcos arrastavam um volume de sedimentos e outros animais muito superior à porção de camarões que interessava. Esses mesmos pescadores, por outro lado, sofrem com pagamentos baixos que, de certa forma, acabam estimulando essa atividade predatória. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A Marininha reclamava de fome. Respondendo que já estávamos “mais perto que longe” de casa, Rogério nos levou para comprar ostras. O vendedor fazia questão de não apenas vender, mas dar uma palestra sobre produção e preparação dos moluscos que oferecia. Foi assim que o vício do meu pai, e do vendedor, contaminou o resto da nossa família, e passamos a construir nosso sambaqui* particular com as conchas vazias.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O passeio de barco foi quase uma Divina Comédia. Conheci o purgatório de quem sofre com a profissão e, por consequência, me leva a fugir do que produzem. Por outro lado, percebi que estar cercada de gente que ama o que faz, é mesmo a melhor forma de estar ,pelo menos, “mais perto que longe”, do paraíso.</span></p>
<p class="p3"><span class="s1">*<span class="Apple-converted-space">  </span>sambaqui &#8211; um amontoado de conchas, ossos, cerâmica, entre outros, feito por povos litorâneos na Pré-História do Brasil</span></p>
<p class="p3"><div class="flexslider" style="width:930px; height:524px; "><ul class="slides"><li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_3464-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">Eram muitas as bateiras de pesca</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_3353-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">As baleeiras pesqueiras têm grandes redes de arrasto</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_3251-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">Os biguás faziam uma coreografia sobre os pescadores</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_3420-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">Chegávamos perto dos grandes navios que saíam de Itajaí e São Fco. do Sul</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_3450-930x524.jpg" alt="" /></li>
</ul></div></p>
<p class="p3"><a href="http://www.irmasklink.com.br/categorias/diario-de-bordo/" class="submit submitTheme" title="VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS">VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS</a></p>
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		<title>Canal do Varadouro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2016 22:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tamara Klink]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Bateira]]></category>
		<category><![CDATA[Canal do Varadouro]]></category>
		<category><![CDATA[Guaraqueçaba]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Tamara -fotos: Marina B. Klink Não sei como convenci meus progenitores a me deixarem a participar dessa viagem. O plano era ir de Guaraqueçaba, uma pequena cidade no Paraná, até Paraty. As 300 milhas serpenteavam por canais e mar aberto, riscados na fé de que as duas bateiras recém construídas seriam valentes o suficiente. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="p1" style="text-align: right;"><span class="s1">- Tamara</span></p>
<p class="p1" style="text-align: right;">-fotos: Marina B. Klink</p>
<p class="p1"><span class="s1">Não sei como convenci meus progenitores a me deixarem a participar dessa viagem. O plano era ir de Guaraqueçaba, uma pequena cidade no Paraná, até Paraty. As 300 milhas serpenteavam por canais e mar aberto, riscados na fé de que as duas bateiras recém construídas seriam valentes o suficiente.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Fui com meus pais até Guaraqueçaba de carro. Aproveitei as 11 horas de viagem pra estudar o caminho e me preparar para que, mesmo no papel de iniciante, eu pudesse dar alguma contribuição. Inclusive porque, se alguma falha troxesse o mau humor ao rosto e tom de voz do meu pai, os 4 metros da bateira não seriam o suficiente para desaparecer de vez.</span></p>
<p class="p1"><span id="more-4697"></span></p>
<p class="p1">Jantamos coisas do mar na Mercearia Rodrigues e fomos para a pousada debaixo da chuva. O dia seguinte não amanheceu tão melhor: ventava, chovia e fazia frio. Agradeci com todas as minhas forças aos não muito charmosos toldos de lona azul, que, apesar de atrapalhar a navegação, mantinham secas algumas providências.</p>
<p class="p1">Parávamos em alguns horários e pontos estratégicos do canal do varadouro para comer; mas enquanto não chegava a hora ou lugar, crescia nossa coleção de potes vazios de palmitos locais.</p>
<p class="p1"><span class="s1">A tripulação era composta por 6 pessoas mais 2 rotativos, divididas em 2 barcos quase iguais. Ambos foram feitos pelo João, mestre naval tetra campeão nas tradicionais corridas de canoa da região. Ele me contou que os barcos são feitos, em sua maioria, longe do mar, no meio da floresta. Ele junta um grupo de pessoas e sai a procura da madeira. Ao redor dela, fazem um acampamento que habitam até o barco ficar pronto. Juntam-se reforços extras pra levar o recém nascido pro berço em que ele vai, com sorte, pra sempre, morar.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“E por que o barco têm que ser bonito, João?”</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“Ah, tem que ser, né? Chama a atenção”</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Num tempo onde tudo é padronizado, de plástico, fibra ou alumínio, fiquei me perguntando qual seria o sentido da estética num objeto tão funcional. Mas o barco, por algum motivo, conserva a importância autorial e artística do mestre que, sem lápis ou papel, o concebeu.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O canal do varadouro era cheio de truques. Vez ou outra nos descobríamos a um ou dois palmos acima do fundo. Nossa maior fonte de informação era um ipad mini, na cabine de comando improvisada entre 2 caixotes de plástico encaixados. As bateiras apostavam uma eterna corrida. Durante meu turno no leme, fiquei com um pouco de medo de entrar no lugar errado: a atenção à carta às vezes se perdia durante a observação das aves e árvores que cercavam a passagem, e era dificil manter o foco por tanto tempo andando a poucos nós, quase sempre, em linha reta. De repente, a bateira concorrente estaciona no meio do canal. Na ingenuidade de quem escolhe sobrevoar a água mais escura, talvez com mais peixes pra ver, acabei por escapar de 2 enormes bancos de areia. Já nosso oponente, não teve a mesma sorte.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A moral ligeiramente mais elevada me garantiu uma participação maior que a prevista no trajeto. Acabei ficando em Cananéia, porque eles acharam que o mar aberto era “perigoso demais”. Não gostei muito do desembarque forçado, mas tive que aceitar. Segundo relatos, o maior problema não foi o mar, mas esteve dentro do barco o tempo todo. Problemas de saúde diversos acometeram grande parte da tripulação, que fez uma parada excepcional no Guarujá. Faz parte das decisões de viagem entender que talvez piores limitadores estão na humanidade, e não na máquina.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Em duas semanas, sob os coqueiros e areia branca da marina do engenho, as bateiras gêmeas chamavam atenção em Paraty.</span></p>
<p class="p1"><div class="flexslider" style="width:930px; height:524px; "><ul class="slides"><li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/TK-IMG_5648-copy-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">Achei o leme morcego  mais difícil de operar</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/TK-IMG_5567-copy-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">Procurando bancos de areia</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_11401-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">As gêmeas não deixaram Guaraqueçaba nas melhores condições climáticas</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/IMG_1374-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">Nosso centro de comando (à frente, na foto) improvisado com dois caixotes de plástico</p></li>
</ul></div></p>
<p class="p1"><a href="http://www.irmasklink.com.br/categorias/diario-de-bordo/" class="submit submitTheme" title="VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS">VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS</a></p>
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