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	<title>Irmãs Klink &#187; Pantanal</title>
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		<title>Aos berros</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2016 23:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tamara Klink]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[- Tamara Uma das grandes frustrações da minha vida é não saber tocar um instrumento. Nem um. Mentira, eu aprendi com meu pai a tocar berrante &#8211; não sei se conta como instrumento porque é algo que se leva duas semanas pra aprender a tirar alguma coisa, não mais &#8211; e também porque nunca vi [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">- Tamara</p>
<p>Uma das grandes frustrações da minha vida é não saber tocar um instrumento. Nem um. Mentira, eu aprendi com meu pai a tocar berrante &#8211; não sei se conta como instrumento porque é algo que se leva duas semanas pra aprender a tirar alguma coisa, não mais &#8211; e também porque nunca vi tocar berrante no municipal, na Sala São Paulo, em show de bandas da moda nem nada &#8211; mas eu diria que faz um som bonito e combina com música &#8211; que é uma forma de teletransporte.<span id="more-4982"></span></p>
<p>Nem Deus sabe quantos amores e desilusões eu já vivi nesta vida de casa-onibus-escola. Meia culpa do <i>pop</i> que só fala disso e meia culpa de mim que critico orrores (com o mesmo, pra ficar pior) mas só me desloco ouvindo <i>pop</i>. Cabe ao berrante dar a dignidade que uma vida pasteurizada suplica &#8211; aquele sabor de estranheza, de capim, carandá e porteira, de um doce de abóbora que você tinha certeza que seria de um sabor mas quando enfiou na boca não era bem, mas era.</p>
<p>Acho que meus amigos não sabem que eu toco isso &#8211; tirando aqueles que me viram tocar num sarau da escola, no dia em que me senti tão pressionada por fazer aquilo na frente de todo mundo que não consegui fazer o sopro durar mais que 3 segundos. Mas vou te contar que eu quase faria isso da vida, supondo que eu fosse ilha.</p>
<p>Pensando bem, faltou eu dizer o que um berrante é; é um negócio lindo, cê tem que ver, feito de chifres de boi um juntado no outro por uma tira latitudinal de couro, numa ordem que começa com diâmetro pequeno &#8211; pra por a boca &#8211; e termina grande &#8211; de onde sai um som bem bonito que o pessoal da fazenda usa pra dar sinais e chamar o gado e o gado vem na hora, porque também gosta do som que faz. Acho.</p>
<p>Será que pra fazer isso eles cortam o chifre do bicho vivo? Não deve ser. Mas engraçado que se chama o boi com partes do corpo dele próprio. Quer dizer, não se chama, se berra. Taí a lindeza da coisa que ferve por existir e arranca o ar de quem a pari: ele só funciona com devoção.</p>
<p>Talvez berrante não seja mesmo instrumento por isso: ele serve pra alguma coisa. E talvez seja melhor assim, pra que não se afaste da sua matriz, que é o bicho, e da sua indissociável relação com o contexto de quem dele tira serviço. De qualquer forma, sendo instrumento musical ou não, é arte. E isso, bem ou mal, eu sei tocar.</p>
<a href="http://www.irmasklink.com.br/categorias/diario-de-bordo/" class="submit submitTheme" title="GOSTOU? AQUI TEM MAIS">GOSTOU? AQUI TEM MAIS</a>
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		<title>Pantanal</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2016 21:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tamara Klink]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Pantanal]]></category>
		<category><![CDATA[Mato Grosso do Sul]]></category>
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		<description><![CDATA[- Tamara -fotos: Marina B. Klink Foi quando aprendi a ler as placas nas estradas que conheci o Pantanal. A maior área continental alagável do mundo foi a alternativa que minha mãe encontrou para ficarmos longe de Paraty, mas não da água. A fazenda do Israel e da Lea, em Miranda, foi onde aprendemos a andar [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="p1" style="text-align: right;"><span class="s1">- Tamara</span></p>
<p class="p1" style="text-align: right;">-fotos: Marina B. Klink</p>
<p class="p1"><span class="s1">Foi quando aprendi a ler as placas nas estradas que conheci o Pantanal.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> A maior área continental alagável do mundo foi a alternativa que minha mãe encontrou para ficarmos longe de Paraty, mas não da água.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> <span id="more-4685"></span>A fazenda do Israel e da Lea, em Miranda, </span>foi onde aprendemos a andar à cavalo, a identificar as espécies de pássaros e a não ter medo de chegar perto dos jacarés. Tomávamos café da manhã do lado de uma jaguatirica, brincávamos de achar tamanduás bandeira e viajávamos na caçamba da picape, todo dia, na tentativa de ver de perto uma onça pintada. Por 7 anos consecutivos, vimos só pegadas, mas foi nessa incansável busca que minha mãe nos ensinou a amar estar perto dos animais.</p>
<p class="p1"><span class="s1">Em julho, época da seca, os jacarés passavam o dia tomando sol com as capivaras, em um lago perto do rancho dos cavalos. Em janeiro, contavam as famílias da fazenda, que eles se mudavam para a piscina.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O Léo era, e ainda é, um dos meus grandes ídolos. Morador da fazenda, ele tinha olhos supersônicos que identificavam os micro-passarinhos à quilômetros de distância. Ele sabia os nomes de todas as espécies e tinha a maior paciência do mundo com as crianças que não paravam de gritar com a cara no vento do carro em movimento. Não sei se terminou a escola, mas sabia tudo sobre os animais que não se aprende em livros ou palestras de quem estuda o que não viveu.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> As viagens para o pantanal foram um ensaio para as, ainda nem sonháveis, viagens para a Antártica. Aprendemos a registrar nossas descobertas científicas num diário, a fazer experimentos fotográficos e a encontrar verdadeiras cachoeiras de conhecimento nas pessoas que aprendem com a experiência, e não com a informação. Com isso, descobri como ler as placas que acompanhavam, não a estrada da viagem, mas as do meu pensamento, que eram instaladas na medida em que, com as descobertas, eu era capaz de fazer caminhos. </span></p>
<p class="p1"><div class="flexslider" style="width:930px; height:524px; "><ul class="slides"><li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/20060702_103918-2006_-Pantanal-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">A caçamba da picape era o melhor lugar pra ver os animais</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/20060706_091348-2006_-Pantanal-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">Dávamos comida para os tucanos reintroduzidos</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/20040724_120546-ferias-Pantanal04-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">A Jaguatirica passava o dia perto da gente</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/MG_0026-930x524.jpeg" alt="" /><p class="flex-caption">Os tuiuius são tão imensos e fazem ninhos do tamanho de um fusca</p></li>
<li><img src="http://www.irmasklink.com.br/wp-content/uploads/2016/02/20040722_131206-ferias-Pantanal04-930x524.jpg" alt="" /><p class="flex-caption">Nossa mãe nos ensinou a andar a cavalo</p></li>
</ul></div></p>
<p class="p1"><a href="http://www.irmasklink.com.br/categorias/diario-de-bordo/" class="submit submitTheme" title="VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS">VEJA OUTRAS EXPERIÊNCIAS</a></p>
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